História

A criação do Conselho Federal de Odontologia e dos Conselhos Regionais de Odontologia foi fruto de um processo histórico que começou no Brasil colonial, com os barbeiros ou sangradores, passou pela fundação dos primeiros cursos de Odontologia, em 1884, e culminou na promulgação da Lei 4.324, de 14 de abril de 1964.
Cerca de dois anos depois, veio a regulamentação da profissão de cirurgião-dentista, por meio da Lei 5.081, de 24 de agosto de 1966. Paralelamente os Conselhos Regionais foram se estruturando.

 

Em Goiás

Em nosso Estado, a mobilização ocorreu a partir da 2ª Semana Odontológica Goiana, realizada em setembro de 1965. O evento foi organizado pelo cirurgião-dentista João Baptista Gonçalves, com o apoio da Associação Brasileira de Odontologia – Seção Goiás (ABO-GO).

À época, uma comissão foi montada para arrecadar recursos para a sede própria da associação, mas os membros renunciaram. João Baptista foi convidado a substituir o presidente da comissão e pediu prazo de três dias.

Nesse ínterim, com a ajuda dos também cirurgiões-dentistas Gerson Guimarães, Maria Célia Pereira dos Santos e Maria Zélia Albuquerque Aguiar, conseguiu a adesão de 65 novos sócios, viabilizando o recurso necessário para a compra. Assim, aceitou a presidência da comissão.

Aproveitando o clima favorável criado pela articulação em favor da compra da sede, João Baptista Gonçalves lançou a idéia da criação do Conselho. O presidente da ABO-GO, José Martins Jácome, encampou a proposta e convocou uma assembléia para deliberar sobre o assunto.

A assembléia ocorreu três meses depois, em 1966. Quatrocentos cirurgiões-dentistas foram convocados. Todos foram ao mesmo tempo eleitores e candidatos, pois seus nomes constavam na célula única de votação. Os que receberam maior número de votos, pela ordem, foram escolhidos para a diretoria, formada por cinco membros efetivos e cinco suplentes. Aos eleitos foram reservados os dez primeiros números de registro.

 

A primeira diretoria

Por ter sido o mais votado, João Baptista Gonçalves conquistou o cargo de presidente e o registro profissional de número 01. Os demais eleitos foram, pela ordem, Edson Almeida e Silva (secretário-geral), Maria Célia Pereira dos Santos (tesoureira), Gerson Guimarães e William Sebastião Taveira. Na suplência ficaram Alvino Ramos, Antônio Passos Barbosa, Alpheu da Veiga Jardim, Célio Bizzotto e Erly Procópio.
A posse da diretoria eleita foi no Salão Verde do Umuarama Hotel, em 29 de setembro de 1967. Ainda sem sede, o Conselho instalou-se numa sala alugada do Edifício São José, na Avenida Anhanguera, no Centro. Por ter sido o fiador do aluguel, Itamar da Silva Belo recebeu o registro profissional de número 11.

 

Nossas atribuições:

deliberar sobre inscrição e cancelamento, em seus quadros de profissionais registrados na forma desta lei;
fiscalizar o exercício da profissão, em harmonia com os órgãos sanitários competentes;
deliberar sobre assuntos atinentes à ética profissional, impondo a seus infratores as devidas penalidades;
organizar o seu regimento interno, submetendo-o à aprovação do Conselho Federal;
sugerir ao Conselho Federal as medidas necessárias à regularidade dos serviços e à fiscalização do exercício profissional;
dirimir dúvidas relativas à competência e âmbito das atividades profissionais, com recurso suspensivo para o Conselho Federal;
expedir carteiras profissionais;
promover por todos os meios ao seu alcance o perfeito desempenho técnico e moral de odontologia, da profissão e dos que a exerçam;
publicar relatórios anuais de seus trabalhos e a relação dos profissionais registrados.